sábado, 23 de agosto de 2014

URGENTE: Acusados de matar filho de jacuipense em Retirolândia foram julgados e condenados a 17 anos de prisão.


Muitas pessoas compareceram ao Fórum José Dias Teixeira em Retirolândia, na  última quinta-feira (21), local onde ocorreu o júri popular que durou cerca de 16 horas para o julgamento dos réus: José Carlos Santos Reis e Carla Oliveira de Jesus Santana, acusados de matar Kaik Araujo de Assis, no dia 22 de maio de 2013 em uma estrada vicinal que liga a cidade de Retirolândia-Ba ao povoado de Vista Bela, que fica no interior do município. 

Os réus chegaram por volta das 8:30hs em um carro de escolta do serviço prisional, acompanhados de policiais militares, o júri foi presidido pela excelentíssima juíza Drª. Ana Paula Fernandes Teixeira, que iniciou os trabalhos por volta das 9hs. A ocasião contou ainda com duas promotoras de justiça, Drª. Nataly Santos de Araujo, promotora titular da Comarca de Santa Luz, e substituta na Comarca de Retirolândia, e a Drª. Severina Patrícia Fernandes, titular da Comarca de Serrinha, além de quatro advogados, sendo dois de defesa constituídos para defender os réus individualmente. 

Dr. José Rubens Bezerra de Souza, advogado de Carla Oliveira de Jesus Santana e Dr. Revardiêre Assunção, advogado de José Carlos Santos Reis. Sete jurados, sendo dois homens e cinco mulheres, foram escolhidos dentre os cidadãos de conduta ilibada da sociedade retirolandense, os quais teriam a missão de condenar ou absolver os réus. Durante todo o dia, a audiência ocorreu com aparente calma entre defesa (advogados) e acusação (promotoras), em meio aos depoimentos das testemunhas arroladas no processo e depoimentos dos acusados.


O acusado José Carlos Santos Reis, negou ter participado do assassinato de Kaik, mudando a versão de dois depoimentos anteriores, alegando que a confissão feita inicialmente foi devido a certa coação, cujos autores não foram citados por ele.Já a acusada Carla Oliveira de Jesus Santana, também negou ter participado do crime, alegando estar acompanhando uma cunhada em comércios da cidade no dia do fato e que o telefonema que teria feito para José Carlos, seria para contratar um serviço elétrico.

A promotora Drª. Severina Patrícia Fernandes, contestou as afirmações do réu José Carlos, e afirmou que para apresentar tanta riqueza de detalhes como José Carlos apresentou em depoimentos anteriores, somente estando no local, afirmando ainda que tais informações coincidem com os resultados da perícia técnica. A defesa, sustentou a tese negativa de autoria do crime para os acusados, tanto as promotoras quanto os advogados de defesa dispensaram a réplica e a tréplica e, com isso a Drª. Ana Paula Fernandes, fez a leitura dos quesitos de sentença, os quais não foram questionados pela promotoria nem pelos advogados de defesa.


O pai da vítima, o músico conhecido popularmente como Dida, jacuipense, filho de Paraíba da borracharia, se mostrou bastante abalado durante o julgamento, Dida disse que a justiça foi feita, e que o tamanho da pena não faria diferença para ele, pois mesmo que a sentença tivesse sido de 100 anos isso não mudaria em nada a história tão pouco lhe traria seu filho de volta. A Drª. Ana Paula Fernandes, não quis dar entrevista.

DA REDAÇÃO. Com informações do site Retiro Notícias.

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